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sábado, 29 de setembro de 2012

Palácio Tiradentes

O Palácio Tiradentes foi inaugurado em maio de 1926. No sítio onde foi construído erguia-se antes o histórico prédio da Cadeia Velha. 

Nos tempos da Colônia, aí funcionavam ao mesmo tempo o poder político municipal e a prisão, onde o "Mártir da Independência" passou seus últimos dias. No Império e nas primeiras décadas republicanas, a Cadeia Velha tornou-se a sede da Câmara dos Deputados.
 Uma parte significativa da história brasileira contemporânea foi decidida no plenário e nos corredores do Palácio Tiradentes. Em 1922, o governo do presidente Epitácio Pessoa decidiu construir uma nova sede para a Câmara dos Deputados. 
Da sua inauguração até a mudança da capital federal para Brasília, em 1960, o palácio abrigou a Câmara dos Deputados, com uma interrupção: o período da ditadura do Estado Novo, de 1937 a 1945. 
Com o legislativo fechado, a partir de 1939 passou a funcionar um dos principais órgãos de divulgação do ideário estadonovista: o Departamento de Imprensa e Propaganda, o famoso DIP.
 Derrubada a ditadura, o Palácio Tiradentes retomou sua tradição de sede do Poder Legislativo federal. Em 1946, abrigou a Assembléia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração de uma Constituição que assegurou amplas atribuições aos órgãos representativos. 
Esse fato contribuiu para fortalecer a imagem da Câmara dos Deputados perante a população. 
No final dos anos 1940 e na década seguinte, as galerias do Palácio Tiradentes ficavam cheias de estudantes, militares e populares em geral, que seguidamente vinham assistir aos debates políticos entre as principais lideranças políticas do país. 
Muitos jornalistas e políticos afirmam ainda nos de hoje que aqueles foram os anos de ouro do parlamento brasileiro.
                Com a transferência da capital federal para Brasília, o Palácio Tiradentes começou um ciclo de declínio. Durante algum tempo ainda abrigou a Constituinte e depois a Assembléia Legislativa do Estado da Guanabara. Esta, porém, se transferiu em 1963 para o prédio que então abrigara a Câmara Municipal carioca, na Cinelândia. A partir daí, as dependências do palácio passaram a ser ocupadas por diversos órgãos da administração estadual e federal. O mais importante prédio político da cidade, construído especialmente para a atividade parlamentar, transformava-se em repartição pública.
Essa situação só se modificaria em 1975. Decidida a fusão entre a Guanabara e o estado do Rio de Janeiro, o Palácio Tiradentes tornou-se sede da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). 
Abrigou também duas Constituintes: a que deu feição legal ao novo estado do Rio de Janeiro e a que, em 1989, foi encarregada de elaborar uma nova Carta estadual adequada à Constituição brasileira de 1988, bem denominada pelo deputado Ulysses Guimarães Constituição-Cidadã. Tomando como base esse espírito de fortalecer as instituições democráticas e representativas, a Carta estadual de 1989 assegurou maiores instrumentos políticos ao Poder Legislativo para exercer suas funções de órgão com iniciativa legal e com poderes de fiscalização do poder Executivo. Nestes últimos anos, a despeito das dificuldades políticas, a Alerj tem buscado honrar as tradições do Palácio Tiradentes.

sábado, 22 de setembro de 2012

Exposição TOQUE DEVAGAR ...


Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro, ganha seis grandes esculturas cinéticas do artista plástico carioca Raul Mourão, com inauguração no sábado, 15 de setembro a 06 de outubro de 2012 ... 24 horas por dia.
Eu precisava dar uma balançada nestas esculturas , como sugere o nome da própria exposição ... e pô-las para dançar. 
As peças inéditas, da série “Balanços”, que chegam a nove metros de altura, são feitas de tubos e braçadeiras, o mesmo material empregado na engenharia civil para escoramento. 
O grande espaço aberto é adequado às grandes dimensões, como estas novas esculturas de Raul Mourão.


Raul Mourão se apropria desta técnica construtiva, ligada a carga pesada e sempre estática, para construir esculturas de grandes dimensões ... 

Tais esculturas, porém, são de estranha leveza, proporcionada quando as colocamos em movimento.  Para montá-las, o artista recorreu a sete toneladas de material. As peças são de grandes dimensões, gigantescas mesmo, algumas chegam a nove metros de altura, e se movimentam quando tocadas pelo observador.
A escolha da Praça Tiradentes tem a ver com o fato de ela ter perdido as grades recentemente e de dar ao público passante, que não frequenta instituições culturais, a chance do contato com a arte contemporânea.
Eu passei por lá ... achei bem interessante !!

Fonte:http://vejario.abril.com.br/especial/atracoes-programas-gratis-rj-702698.shtml
          http://www.trilhacultural.com.br/agendaCultural/eventos/13716_Toque-devagar.php